Rust Out: quando a estagnação corrói a motivação no trabalho

09 de setembro de 2025

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

Nos últimos anos, o burnout ganhou visibilidade como um dos principais problemas de saúde mental, chegando a ser reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma síndrome ocupacional.  

Porém, se o excesso de demandas vem ocupando espaço nas agendas de saúde corporativa, a falta de estímulos — chamada de rust out — é um risco muitas vezes negligenciado, mas com impactos igualmente relevantes. 

O que é Rust Out? 

Enquanto o burnout nasce da sobrecarga, o rust out é fruto da estagnação: tarefas repetitivas, ausência de metas claras ou baixa valorização das competências do colaborador. O resultado é a erosão gradual da motivação e do senso de propósito, o que compromete tanto o desempenho individual quanto o coletivo. 

Para os gestores, isso significa lidar com equipes desengajadas, queda de produtividade e maior probabilidade de afastamentos. Em termos práticos, é como ter um colaborador “presente fisicamente, mas ausente em contribuição estratégica”. 

Por que os líderes devem se preocupar 

O rust out é um problema de gestão de talentos e de custos. Ignorar os sinais pode resultar em: 

  • Perda de capital humano qualificado – talentos deixam a empresa em busca de desafios mais estimulantes. 
  • Redução de inovação equipes apáticas tendem a repetir processos sem agregar valor. 
  • Aumento do risco financeiro maior chance de afastamentos, processos trabalhistas e rotatividade. 

Em um cenário em que a retenção de talentos é tão crítica quanto a atração, subestimar o rust out significa abrir espaço para vulnerabilidades competitivas. 

Leia também

Sinais que gestores precisam monitorar 

  • Funcionários que demonstram apatia em reuniões ou pouca iniciativa em propor soluções. 
  • Procrastinação disfarçada, em que tarefas simples demoram a ser concluídas. 
  • Relatos de colaboradores que “não veem impacto” no que fazem. 
  • Queda de engajamento em projetos que antes despertavam interesse. 

Esses sinais, quando observados em escala, podem indicar não apenas um problema individual, mas um alerta de que processos, metas ou modelos de liderança precisam ser revisitados. 

Caminhos para prevenção  

Gestores de RH e líderes podem adotar algumas diretrizes práticas: 

  1. Desenhar trilhas de desenvolvimento contínuo – criar planos de carreira, oferecer treinamentos e incentivar mobilidade interna.
  2. Dar autonomia e voz ativa – ampliar a participação dos colaboradores em decisões e projetos estratégicos.
  3. Rotacionar funções e diversificar entregas – evitar a monotonia, permitindo que os profissionais explorem diferentes competências.
  4. Institucionalizar o feedback estratégico – criar momentos regulares de diálogo para alinhar expectativas, reconhecer esforços e ajustar prioridades.

Em paralelo, programas de bem-estar e iniciativas de saúde corporativa devem considerar estratégias para manter colaboradores desafiados, engajados e valorizados. 

Rust Out no futuro do trabalho 

A ascensão da automação e da inteligência artificial pode ampliar o risco do rust out, ao reduzir o escopo de algumas funções. Organizações que conseguirem equilibrar tecnologia e estímulo às pessoas estarão mais preparadas para reter talentos e sustentar resultados no longo prazo. 

ARTIGOS RELACIONADOS
A ascensão da Geração Z e o novo equilíbrio geracional nas empresas

A ascensão da Geração Z e o novo equilíbrio geracional nas empresas

A Geração Z (1995-2010) deixou de ser uma promessa futura e passou a ocupar uma posição central no mercado de trabalho brasileiro. Às portas de 2026, os dados indicam que essa transição geracional já está em curso avançado e exige uma leitura mais estratégica por parte das lideranças. 

Segundo relatório da Gupy, a participação da Geração Z nas contratações saltou de 20,2% em 2018 para 44,2% em 2024, aproximando-se rapidamente da marca de metade da força de trabalho ativa. Esse movimento sinaliza uma transformação estrutural na dinâmica das organizações. A Geração Z (1995-2010) deixou de ser uma promessa futura e passou a ocupar uma posição central no mercado de trabalho brasileiro. Às portas de 2026, os dados indicam que essa transição geracional já está em curso avançado e exige uma leitura mais estratégica por parte das lideranças. 

Segundo relatório da Gupy, a participação da Geração Z nas contratações saltou de 20,2% em 2018 para 44,2% em 2024, aproximando-se rapidamente da marca de metade da força de trabalho ativa. Esse movimento sinaliza uma transformação estrutural na dinâmica das organizações. 

INSCREVA-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER SEMANAL

    AO INFORMAR MEUS DADOS, EU CONCORDO COM A POLÍTICA DE PRIVACIDADE E COM OS TERMOS DE USO

    PROMETEMOS NÃO UTILIZAR SUAS INFORMAÇÕES DE CONTATO PARA ENVIAR QUALQUER TIPO DE SPAM

    VOLTAR PARA A HOME