Inadimplência rural em alta reforça a importância de uma gestão de riscos estratégica

04 de fevereiro de 2026

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

A inadimplência entre produtores rurais segue em alta no Brasil. No terceiro trimestre de 2025, 8,3% da população rural estava inadimplente, segundo a Serasa Experian, aumento de 0,9 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2024. O dado considera dívidas com atraso superior a 180 dias e confirma uma tendência de crescimento gradual ao longo de 2024 e 2025. 

A trajetória recente reforça essa pressão: a inadimplência era de 7,6% no último trimestre de 2024, passou para 7,9% no primeiro trimestre de 2025 e chegou a 8,1% no segundo trimestre, até alcançar o patamar atual. 

Quem está mais exposto 

Os dados mostram realidades distintas de acesso a crédito, estrutura produtiva e resiliência financeira: 

  • Produtores sem registro rural apresentaram inadimplência de 10,8%. 
  • A faixa etária entre 30 e 39 anos foi a mais afetada, com 12,7% de inadimplentes. 
  • Regionalmente, o Sul registrou o menor índice (5,5%), enquanto o Norte apresentou o maior (12,4%). 

Crédito mais restrito 

Além do avanço da inadimplência, o crédito rural encolheu. No primeiro semestre de 2025, a concessão caiu 16%, totalizando R$ 83 bilhões, reflexo da maior cautela das instituições financeiras diante do aumento do risco. 

Outro sinal de alerta veio do Banco Central: a inadimplência no crédito rural com recursos direcionados atingiu 9,35% em agosto de 2025, o maior nível desde o início da série histórica, em 2011.  

Leia também 

Impactos para a gestão no agro 

O cenário combina inadimplência persistente, crédito mais seletivo e custos elevados, afetando toda a cadeia do agronegócio. Esse contexto sinaliza um ambiente de maior seletividade, volatilidade e necessidade de leitura técnica mais profunda dos riscos 

Para gestores, os principais desafios são: 

  • Maior exposição ao risco de crédito, especialmente em perfis e regiões mais vulneráveis. 
  • Necessidade de análises mais granulares, com uso de dados por idade, região e tipo de produtor. 
  • Adoção de estratégias preventivas, como renegociação estruturada, ajustes de garantias e diversificação de portfólio. 
  • Integração entre riscos financeiros, climáticos e operacionais, fundamentais para a resiliência do setor. 

Em um ambiente de crédito mais restrito e custos elevados, decisões baseadas em dados, visão integrada e governança robusta tornam-se diferenciais. 

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