Mudanças no PAT abrem espaço para rever políticas de benefícios

11 de fevereiro de 2026

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

Mudanças recentes no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) alteraram de forma relevante a dinâmica de concessão de benefícios de alimentação e refeição.  

A extinção da chamada “multa de importação” e a flexibilização de regras operacionais reduzem entraves formais e ampliam a autonomia das empresas, especialmente da área de Recursos Humanos. 

O que mudou no PAT na prática 

Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) historicamente estabelecia critérios rígidos quanto à natureza do benefício, forma de concessão e uso exclusivo para alimentação. Descumprimentos formais poderiam gerar penalidades, inclusive a chamada multa de importação. 

Com as alterações recentes: 

  • há maior flexibilidade na operacionalização do benefício; 
  • reduz-se o risco de penalizações automáticas por falhas formais; 
  • abre-se espaço para revisão de contratos e modelos de concessão. 

Onde o RH passa a atuar de forma mais estratégica 

A mudança desloca o foco da rigidez regulatória para a qualidade da gestão interna. Isso amplia o papel do RH em quatro frentes: 

  1. Desenho de políticas de benefícios mais aderentes à cultura e ao perfil da força de trabalho; 
  2. Alinhamento com estratégia de atração e retenção de talentos; 
  3. Padronização e clareza nas regras internas para evitar interpretações divergentes; 
  4. Documentação e governança das decisões, com respaldo jurídico e financeiro. 

O risco deixa de estar concentrado apenas na norma e passa a depender da coerência da política adotada. 

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Oportunidade de fortalecimento da política de benefícios 

A atualização do PAT cria espaço para ajustes mais alinhados à estratégia corporativa. Empresas com governança estruturada tendem a usar essa flexibilidade para melhorar a experiência do colaborador mantendo previsibilidade financeira. 

O momento é menos sobre reação regulatória e mais sobre organização interna. Se bem conduzida, a mudança tende a evoluir de um ajuste legal para um elemento integrado à estratégia de gestão de pessoas. 

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