16% dos brasileiros dizem que precisarão mudar de empresa para crescer, aponta ADP

04 de março de 2026

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

Um levantamento global da ADP Research revela que 16% dos trabalhadores brasileiros afirmam que precisarão mudar de empresa para avançar na carreira. O dado faz parte do relatório People at Work 2025: A Global Workforce View, baseado em uma pesquisa com quase 38 mil trabalhadores em 34 países. 

A pesquisa mostra que o Brasil acompanha uma tendência mundial: quando os profissionais não enxergam oportunidades internas de crescimento, passam a considerar a saída como alternativa.  

Falta de oportunidade é o principal obstáculo 

De acordo com o relatório, 19% dos trabalhadores globalmente apontam a falta de oportunidade como a principal barreira ao avanço profissional. 

Na América Latina, região que inclui o Brasil, esse percentual é ainda maior: 25% dos profissionais dizem não enxergar espaço para crescer dentro da própria empresa. 

Esse cenário ajuda a explicar por que parte dos brasileiros considera a mudança de empregador como única forma de progressão. 

Crescer nem sempre significa subir 

O estudo também destaca que carreira não é mais uma linha reta. Muitos profissionais deixam o emprego não apenas para subir de cargo, mas para encontrar organizações com mais possibilidades de desenvolvimento a médio e longo prazo. 

Entre os trabalhadores que não veem oportunidades internas: 

  • 34% afirmam estar ativamente procurando ou participando de entrevistas. 
  • Apenas 6% dos que enxergam oportunidades dizem estar buscando outro emprego. 

Ou seja, a percepção de crescimento impacta diretamente a retenção. 

Salário, flexibilidade e desenvolvimento pesam na decisão 

Embora a oportunidade de carreira seja um dos principais fatores de permanência, o relatório mostra que outros elementos influenciam a decisão de ficar ou sair: 

  • Flexibilidade de horário 
  • Treinamento e desenvolvimento de habilidades 
  • Bonificação por desempenho 

Quando esses fatores estão alinhados, a intenção de mudança tende a cair. 

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Baixa taxa de promoção reforça desejo de mudança 

Além disso, o relatório mostra que o problema vai além da percepção: quase 75% dos trabalhadores deixam o empregador antes de receber qualquer promoção e, entre os que permanecem, menos de 1% é promovido até o terceiro ano. 

A pesquisa também aponta que apenas 17% dos profissionais afirmam com convicção que suas empresas investem nas habilidades necessárias para seu avanço de carreira. 

O que isso significa para as empresas brasileiras? 

O relatório reforça que: 

  • Profissionais que veem possibilidade de crescimento são mais engajados. 
  • Funcionários que percebem bloqueios tendem a apresentar menor produtividade. 
  • A falta de perspectiva acelera a rotatividade. 

Em um mercado cada vez mais competitivo, transparência sobre planos de carreira e investimento em desenvolvimento interno podem ser diferenciais. 

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