O agronegócio brasileiro pode enfrentar mudanças na estrutura tributária nos próximos anos com a implementação da reforma tributária aprovada no país. Entre os pontos em discussão está a revisão de incentivos fiscais atualmente aplicados a insumos utilizados na produção agrícola.
A reforma prevê a substituição de tributos atuais por novos impostos sobre o consumo, o que pode alterar a forma de tributação em diferentes etapas da cadeia produtiva.
Insumos agrícolas podem ter novas regras
Entre os produtos que hoje contam com benefícios fiscais ou redução de carga tributária estão:
- fertilizantes;
- defensivos agrícolas;
- sementes;
- máquinas e equipamentos rurais.
Com o novo modelo tributário, parte desses itens poderá passar a ter regras diferentes de cobrança de impostos, dependendo da regulamentação final do sistema.
Outro ponto que pode influenciar o setor é a mudança na forma de aproveitamento de créditos tributários, o que pode afetar o custo das operações realizadas por produtores, cooperativas e empresas ligadas ao agronegócio.
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Possível impacto nos custos de produção
Caso os incentivos fiscais sejam reduzidos ou modificados, o custo de produção agrícola pode aumentar em diferentes segmentos da atividade.
O impacto tende a atingir não apenas produtores rurais, mas também empresas envolvidas no processamento, transporte e comercialização de produtos agropecuários.
Mudanças desse tipo podem influenciar diretamente as margens de produção e a organização financeira de propriedades rurais e empresas do setor.
Setor acompanha regulamentação
Com a implementação da reforma tributária em andamento, produtores e empresas do agronegócio acompanham a regulamentação das novas regras.
A manutenção, revisão ou substituição dos incentivos fiscais dependerá das normas complementares que ainda estão sendo definidas. Nos próximos meses, a aplicação dessas regras deve indicar de forma mais clara como a nova estrutura tributária poderá influenciar os custos e a dinâmica do setor no país.


