ANTT reajusta pisos mínimos do frete rodoviário em 1,7%

18 de março de 2026

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

O setor de transporte rodoviário passou por uma nova atualização nos valores dos pisos mínimos de frete. A revisão, oficializada pela ANTT, estabelece reajuste médio de 1,7% para operações de transporte de cargas em todo o país e passou a valer a partir de 16 de março. 

A atualização faz parte do mecanismo de revisão da tabela de fretes, criado para acompanhar a variação de custos do setor, especialmente do diesel, considerado o principal insumo da atividade. 

Como funcionam os pisos mínimos 

Os pisos mínimos representam o valor mínimo que deve ser pago pelo transporte de cargas por quilômetro rodado. O cálculo leva em conta diferentes fatores operacionais, como: 

  • tipo de carga transportada; 
  • distância da viagem; 
  • número de eixos do veículo; 
  • custos operacionais, incluindo diesel, manutenção, pedágios e depreciação. 

A política foi instituída após a greve dos caminhoneiros de 2018, com o objetivo de garantir maior previsibilidade de renda aos transportadores e evitar a contratação de fretes abaixo do custo operacional. 

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Motivos do reajuste 

De acordo com a ANTT, o aumento de 1,7% reflete principalmente: 

  • variações recentes no preço do diesel; 
  • atualização de custos operacionais do transporte; 
  • ajustes técnicos previstos na metodologia da tabela. 

A legislação determina que os valores sejam revisados sempre que houver mudanças relevantes no preço do combustível ou nas revisões periódicas estabelecidas pelo órgão regulador. 

Impactos para o setor 

Para caminhoneiros autônomos e empresas de transporte, o reajuste busca preservar o equilíbrio financeiro da atividade. Entre os principais efeitos esperados estão: 

Para os caminhoneiros 

  • Maior previsibilidade na remuneração das viagens. 
  • Proteção contra fretes abaixo do custo operacional. 

Para embarcadores e empresas 

  • Necessidade de ajuste em contratos de transporte. 
  • Possível repasse de custos ao longo da cadeia logística. 

Embora o reajuste seja considerado moderado, ele segue a lógica de correção gradual dos custos do setor. 

Transporte rodoviário domina a logística nacional 

O transporte rodoviário continua sendo o principal modal logístico do país. Estimativas indicam que mais de 60% das cargas brasileiras são movimentadas por caminhões. 

Por isso, alterações na tabela de fretes tendem a repercutir em toda a cadeia econômica, influenciando custos logísticos de produtores, indústrias e do varejo até chegar ao consumidor final. 

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