O setor de transporte rodoviário passou por uma nova atualização nos valores dos pisos mínimos de frete. A revisão, oficializada pela ANTT, estabelece reajuste médio de 1,7% para operações de transporte de cargas em todo o país e passou a valer a partir de 16 de março.
A atualização faz parte do mecanismo de revisão da tabela de fretes, criado para acompanhar a variação de custos do setor, especialmente do diesel, considerado o principal insumo da atividade.
Como funcionam os pisos mínimos
Os pisos mínimos representam o valor mínimo que deve ser pago pelo transporte de cargas por quilômetro rodado. O cálculo leva em conta diferentes fatores operacionais, como:
- tipo de carga transportada;
- distância da viagem;
- número de eixos do veículo;
- custos operacionais, incluindo diesel, manutenção, pedágios e depreciação.
A política foi instituída após a greve dos caminhoneiros de 2018, com o objetivo de garantir maior previsibilidade de renda aos transportadores e evitar a contratação de fretes abaixo do custo operacional.
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Motivos do reajuste
De acordo com a ANTT, o aumento de 1,7% reflete principalmente:
- variações recentes no preço do diesel;
- atualização de custos operacionais do transporte;
- ajustes técnicos previstos na metodologia da tabela.
A legislação determina que os valores sejam revisados sempre que houver mudanças relevantes no preço do combustível ou nas revisões periódicas estabelecidas pelo órgão regulador.
Impactos para o setor
Para caminhoneiros autônomos e empresas de transporte, o reajuste busca preservar o equilíbrio financeiro da atividade. Entre os principais efeitos esperados estão:
Para os caminhoneiros
- Maior previsibilidade na remuneração das viagens.
- Proteção contra fretes abaixo do custo operacional.
Para embarcadores e empresas
- Necessidade de ajuste em contratos de transporte.
- Possível repasse de custos ao longo da cadeia logística.
Embora o reajuste seja considerado moderado, ele segue a lógica de correção gradual dos custos do setor.
Transporte rodoviário domina a logística nacional
O transporte rodoviário continua sendo o principal modal logístico do país. Estimativas indicam que mais de 60% das cargas brasileiras são movimentadas por caminhões.
Por isso, alterações na tabela de fretes tendem a repercutir em toda a cadeia econômica, influenciando custos logísticos de produtores, indústrias e do varejo até chegar ao consumidor final.


