Recuperações judiciais no Brasil dispararam em 2025 com crédito caro, aponta Serasa

08 de abril de 2026

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

Os pedidos de recuperação judicial no Brasil cresceram em 2025 e atingiram o maior nível desde 2012, segundo levantamento da Serasa Experian. 

No acumulado do ano, foram registrados mais de 2,2 mil pedidos, um aumento relevante em relação a 2024 e o maior volume da última década. 

Os dados indicam que o número de solicitações vem crescendo de forma consistente, refletindo um ambiente mais desafiador para a sustentabilidade financeira das empresas, especialmente entre pequenos e médios negócios. 

Crédito caro e endividamento pressionam empresas 

O aumento das recuperações judiciais está diretamente relacionado ao alto custo do crédito e ao nível de endividamento corporativo. 

Com taxas de juros elevadas ao longo do período, muitas empresas enfrentaram dificuldades para refinanciar dívidas e manter o fluxo de caixa equilibrado. 

Além disso, fatores como redução do consumo em alguns setores e acesso mais restrito a novas linhas de crédito ampliaram a pressão financeira sobre os negócios. 

Nesses casos, a recuperação judicial passa a ser uma alternativa para reorganizar passivos e evitar a falência. 

Leia também: 

Pequenas e médias empresas concentram maioria dos pedidos 

A maior parte das recuperações judiciais registradas em 2025 ocorreu entre micro e pequenas empresas. 

Segundo a Serasa Experian, esse grupo respondeu por cerca de 70% dos pedidos, evidenciando maior vulnerabilidade às oscilações econômicas. 

Empresas de médio porte também apresentaram crescimento nas solicitações, enquanto grandes companhias mantiveram participação menor no total, embora com casos de maior impacto financeiro. 

Setores de serviços e comércio lideram recuperações judiciais 

O avanço das recuperações judiciais não ocorreu de forma uniforme entre os setores da economia. O setor de serviços liderou o número de pedidos, seguido por comércio e indústria. 

Esse comportamento reflete a maior sensibilidade dessas atividades às variações no consumo e às condições de crédito. Empresas com margens mais apertadas e maior dependência de capital de giro tendem a sentir primeiro os efeitos de juros

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