Sua empresa investe nas três áreas da Ergonomia?

05 de janeiro de 2024

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

É difícil pensar em saúde no trabalho sem falar de Ergonomia. Essa ciência tem por objetivo otimizar o bem-estar dos trabalhadores, estimular a produtividade, reduzindo, por consequência, o turnover da empresa.

“Nossa missão é diminuir a fadiga no ambiente ocupacional e atenuar o índice de afastamentos em decorrência de lesões e problemas de saúde”, explica Aline Soares, ergonomista da Acrisure.

No entanto, para desenvolver um plano ergonômico nas empresas é preciso, antes, entender as áreas que este conceito abrange: físico, cognitivo e organizacional.

Ergonomia Física

Concentra-se na adaptação do ambiente de trabalho ao corpo humano para prevenir lesões físicas. Um exemplo simples disso é a configuração adequada de mesas, cadeiras e computadores. Ajustar corretamente essas ferramentas pode reduzir a maioria dos casos de LER/DORT.

Segundo Aline, um dos principais desafios na implementação dessa área da Ergonomia, além do aspecto financeiro, está na resistência dos trabalhadores em relação a mudanças.

“Às vezes, um colaborador gosta de um tipo de cadeira, mas não percebe que ela está fazendo mal para a sua postura. É importante que haja a conscientização dos funcionários sobre os impactos de seus equipamentos na rotina e produtividade”, explica a especialista.

Ergonomia Cognitiva

A Ergonomia Cognitiva avalia a carga de trabalho, o estresse e a maneira como as informações são processadas dentro da equipe. Na prática, isso significa simplificar processos para reduzir o desgaste mental.

Para Aline, se as pessoas e empresas tivessem maior conhecimento sobre esse tipo de Ergonomia, talvez percebessem que precisam tanto dela quanto da Ergonomia Física.

“Vamos supor que o sistema de ponto esteja causando estresse para todos os funcionários. O ergonomista vai analisar, junto com o RH, o que está gerando essa situação e, se for o caso, substituí-lo por um novo software”, exemplifica.

A especialista menciona também como a Ergonomia Cognitiva pode prevenir falhas na comunicação:

“Seu chefe passa uma função e você precisa delegá-la para outro colega. Você vai repassar o que entendeu, não exatamente como seu chefe explicou. Isso pode provocar uma falha de comunicação, fazendo com que todos se estressem uns com os outros. O ergonomista vai avaliar como funciona o fluxo de comunicação e propor alternativas para evitar que problemas aconteçam”.

 
Ergonomia Organizacional

Se concentra nos processos organizacionais para melhorar a eficiência e a satisfação dos funcionários. Como exemplo podemos citar a implementação de políticas de gerenciamento de tempo, definição de metas realistas e incentivos ao equilíbrio da vida profissional e pessoal.

“Devido ao fim do ano, muitas empresas permitem que os funcionários trabalhem remotamente na última semana de dezembro. Esse tipo de ação fica dentro da Ergonomia Organizacional, assim como ginástica laboral e quick massage. São medidas que ajudam na diminuição da carga física e mental do trabalhador e, ao mesmo tempo, promovem uma relação mais saudável com a empresa”, explica Aline.

Três mitos sobre as pesquisas de clima organizacional

Por onde começar o plano ergonômico?

De acordo com a ergonomista da Acrisure, é importante iniciar o plano pela conscientização dos líderes. Consequentemente, eles poderão falar sobre o assunto com mais clareza para os membros de suas equipes.

Fazer “blitz” de saúde também é recomendado. “Essa ação tem o objetivo de educar os funcionários a respeito da Ergonomia, além de verificar as condições do ambiente ocupacional. Caso a empresa já tenha um plano ergonômico, essa iniciativa serve para analisar como está a aplicação dele na prática”, aconselha Aline.

Contudo, a Ergonomia não deve ser vista como uma solução a curto prazo. Os resultados aparecem ao longo do tempo e contribuem para a saúde financeira da empresa, evitando afastamentos pela previdência em decorrência de doenças e acidentes de trabalho.

Vale ressaltar também que essa ciência faz parte do gerenciamento de custos das organizações, uma importante tarefa para qualquer RH que queira garantir um ambiente produtivo. A eficiência na realização deste serviço também será determinante para assegurar o controle de saúde da companhia, do FAP, além de colaborar no desenvolvimento de ações preventivas relacionados ao bem-estar dos funcionários.

ARTIGOS RELACIONADOS
A ascensão da Geração Z e o novo equilíbrio geracional nas empresas

A ascensão da Geração Z e o novo equilíbrio geracional nas empresas

A Geração Z (1995-2010) deixou de ser uma promessa futura e passou a ocupar uma posição central no mercado de trabalho brasileiro. Às portas de 2026, os dados indicam que essa transição geracional já está em curso avançado e exige uma leitura mais estratégica por parte das lideranças. 

Segundo relatório da Gupy, a participação da Geração Z nas contratações saltou de 20,2% em 2018 para 44,2% em 2024, aproximando-se rapidamente da marca de metade da força de trabalho ativa. Esse movimento sinaliza uma transformação estrutural na dinâmica das organizações. A Geração Z (1995-2010) deixou de ser uma promessa futura e passou a ocupar uma posição central no mercado de trabalho brasileiro. Às portas de 2026, os dados indicam que essa transição geracional já está em curso avançado e exige uma leitura mais estratégica por parte das lideranças. 

Segundo relatório da Gupy, a participação da Geração Z nas contratações saltou de 20,2% em 2018 para 44,2% em 2024, aproximando-se rapidamente da marca de metade da força de trabalho ativa. Esse movimento sinaliza uma transformação estrutural na dinâmica das organizações. 

Emojis na comunicação corporativa coloca o Brasil na liderança da expressividade digital

Emojis na comunicação corporativa coloca o Brasil na liderança da expressividade digital

O Brasil é o país mais expressivo emocionalmente em plataformas corporativas, segundo estudo do Bitrix24. Curtidas, sorrisos e emojis não são apenas diversão: eles vêm mudando a forma como equipes se comunicam, fortalecem conexões e ajudam a transmitir empatia no dia a dia das empresas. 

O levantamento mostra que 72% dos profissionais se sentem mais reconhecidos em ambientes que estimulam o uso de emojis, GIFs e reações – um indicativo de que a comunicação corporativa está se tornando mais emocional, multimodal e alinhada aos hábitos digitais da força de trabalho. 

INSCREVA-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER SEMANAL

    AO INFORMAR MEUS DADOS, EU CONCORDO COM A POLÍTICA DE PRIVACIDADE E COM OS TERMOS DE USO

    PROMETEMOS NÃO UTILIZAR SUAS INFORMAÇÕES DE CONTATO PARA ENVIAR QUALQUER TIPO DE SPAM

    VOLTAR PARA A HOME