Os custos dos acidentes de trabalho e por que prevenir é melhor

23 de maio de 2024

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

Os números assustam: no Brasil são registrados, em média, 70 acidentes de trabalho por hora, sendo 7 fatalidades por dia. O mesmo levantamento mostra, ainda, que homens entre 18 e 24 anos, e mulheres na faixa de 30 e 34 anos são as principais vítimas.

Na última década, o INSS concedeu 2,5 milhões de benefícios acidentários, incluindo auxílios-doença, aposentadorias por invalidez, pensões por morte e auxílios-acidente. Se considerarmos apenas o ano de 2021, o número de benefícios concedidos teve aumento de 212% em relação ao ano anterior.

Mais uma vez, lesões graves como fraturas e amputações foram a principal causa de afastamento do trabalho. O total de auxílios fornecidos por doenças osteomusculares, como a LER/DORT, e por transtornos mentais (ansiedade, depressão, estresse, etc.) também se manteve em níveis elevados.

Por que a prevenção aos acidentes de trabalho?

O aspecto econômico é relevante para a discussão dos acidentes e doenças ocupacionais. Além dos prejuízos humanos e às famílias, os custos dessas ocorrências impactam o setor público e privado.

Houve um tempo em que a área de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) nas empresas era considerada um centro de custos. Tudo era visto como despesa. Agora, depois da implementação do FAP, o SESMT pode ser visto como o centro de resultados devido a economia gerada pela ausência de acidentalidade e redução de impostos.

Os valores economizados na ação preventiva são extraordinários desde seu posicionamento em relação a saúde e segurança no trabalho. Entre as vantagens, podemos destacar:

  • Ganhos econômicos de curto, médio e longo prazos por redução do absenteísmo e dos afastamentos previdenciários, com reflexo na redução da sinistralidade do plano de saúde pelo estímulo à correta utilização;
  • Ganhos econômicos de médio e longo prazos com redução do FAP (Fator Acidentário de Prevenção). Esse Índice reflete a performance de saúde versus adoecimento/acidente decorrente da sua operação;
  • Ganhos econômicos de médio e longo prazos com blindagem contra ações individuais e coletivas, inclusive as regressivas do INSS/AGU;
  • Melhores condições para a empresa cumprir a complexa legislação de SST;
  • Ganhos na melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores (promoção da saúde, segurança e ergonomia), das relações do trabalho e com o sindicato, da imagem da empresa, entre outros.

Acidentes e doenças são indesejáveis sob quaisquer circunstâncias e podem ser evitados. Nesse sentido, estimular bons hábitos e garantir políticas de prevenção são a solução para formar a consciência individual e, consequentemente, coletiva.

Ambulatórios Corporativos: Benefícios e Desafios na Implementação

ARTIGOS RELACIONADOS
Gestão de afastados em 2026: um tema que pede visão, dados e cuidado

Gestão de afastados em 2026: um tema que pede visão, dados e cuidado

O encerramento de 2025 deixou claro que a gestão de afastados não pode mais ser tratada como um tema operacional ou pontual. Em 2026, esse assunto ganha ainda mais relevância diante do avanço dos afastamentos por saúde mental, do crescimento das doenças crônicas e da pressão contínua sobre os custos assistenciais. 

INSCREVA-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER SEMANAL

    AO INFORMAR MEUS DADOS, EU CONCORDO COM A POLÍTICA DE PRIVACIDADE E COM OS TERMOS DE USO

    PROMETEMOS NÃO UTILIZAR SUAS INFORMAÇÕES DE CONTATO PARA ENVIAR QUALQUER TIPO DE SPAM

    VOLTAR PARA A HOME