A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) aprovou a inclusão do medicamento Rituximabe no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde para o tratamento da trombocitopenia imune primária.
A decisão amplia a cobertura obrigatória dos planos de saúde e reforça o acesso a terapias imunobiológicas no Brasil.
O que muda com a inclusão do Rituximabe no rol da ANS
Com a atualização, o Rituximabe passa a ter cobertura obrigatória a partir de 4 de maio de 2026, desde que atendidos os critérios clínicos estabelecidos pela ANS.
A incorporação foi realizada por meio da atualização da Diretriz de Utilização (DUT) nº 65, que define as condições para uso de imunobiológicos administrados por via endovenosa, subcutânea ou intramuscular.
Na prática, isso significa que:
- A cobertura não é irrestrita.
- O uso depende de critérios clínicos específicos.
- A indicação deve seguir protocolos definidos.
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O que é a trombocitopenia imune primária
A trombocitopenia imune primária (TIP) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição das plaquetas pelo próprio sistema imunológico.
Entre os principais impactos da condição estão:
- Redução da contagem de plaquetas.
- Aumento do risco de sangramentos.
- Necessidade de acompanhamento médico contínuo.
Em casos mais graves ou refratários, pode ser necessária a utilização de terapias imunobiológicas, como o Rituximabe.
Ampliação de terapias imunobiológicas no Brasil
A inclusão do Rituximabe reforça a tendência de expansão do uso de imunobiológicos no tratamento de doenças complexas, especialmente autoimunes.
Embora represente avanço no acesso, também exige maior maturidade na gestão assistencial, com foco em protocolos clínicos bem definidos, monitoramento de uso e sustentabilidade financeira dos planos.


