O aumento dos custos operacionais tem impactado diretamente a rentabilidade das pequenas e médias empresas no Brasil. Levantamento da Serasa Experian mostra que 47% das PMEs enfrentaram alta pressão de custos nos últimos 12 meses, evidenciando um cenário desafiador para a sustentabilidade financeira.
Quase metade das PMEs já registra queda nas margens
A pressão de custos já se reflete diretamente na lucratividade dos negócios. Segundo o estudo:
- 49% das empresas tiveram redução de margem:
- 26% com queda significativa;
- 23% com impacto parcial.
- Apenas 14,7% conseguiram aumentar a margem, principalmente via reajuste de preços.
Os dados indicam uma compressão de margens, em que o aumento das despesas não é acompanhado pela capacidade de repasse ao consumidor.
Dificuldade de repasse é maior entre pequenos negócios
A limitação para repassar custos está diretamente ligada ao perfil das empresas:
- 32% são MEIs;
- 19% microempresas;
- 12% empresas de pequeno porte.
Esses grupos tendem a ter menor poder de negociação e maior sensibilidade a variações de preço, o que restringe ajustes comerciais.
Além disso, a composição setorial reforça esse desafio:
- Comércio: 45%
- Serviços: 36%
- Indústria: 18%
Setores mais sensíveis ao consumo tendem a enfrentar maior resistência na transferência de custos.
Leia também:
Pressão de custos é estrutural e distribuída no país
O aumento das despesas não está concentrado em uma região específica, o que indica um cenário econômico mais amplo.
Distribuição regional dos impactos:
- Sudeste: 34%
- Sul: 21%
- Centro-Oeste: 17%
- Nordeste: 16%
- Norte: 12%
Esse padrão reforça que a pressão sobre custos é disseminada e não pontual.
Principais fatores que pressionam o caixa das empresas
Os dados mostram que tanto custos fixos quanto variáveis estão avançando simultaneamente:
- Insumos e matéria-prima: 37%
- Folha de pagamento: 36%
- Tributos: 32%
- Aluguel: 29%
A combinação desses fatores reduz a margem de manobra financeira das empresas.
Como mitigar riscos financeiros em um cenário de custos elevados
Além de ajustes operacionais, instrumentos de proteção financeira passam a ter papel mais relevante para PMEs. Entre as principais estratégias:
- Seguro de crédito: protege contra inadimplência em vendas a prazo, garantindo previsibilidade de caixa.
- Gestão ativa de recebíveis: reduz exposição a atrasos e melhora liquidez.
- Revisão de contratos e prazos: alinha entradas e saídas financeiras.
- Diversificação de receitas: diminui dependência de poucos clientes ou mercados.
Na prática, empresas que fortalecem a previsibilidade de receitas conseguem compensar parte da pressão de custos – um fator crítico em momentos de margem comprimida.
Contar com uma abordagem especializada em gestão de riscos e soluções financeiras pode ser um diferencial importante para transformar pressão em estratégia e garantir maior previsibilidade ao negócio. Saiba como fazemos.


