Custos em alta comprimem margens de PMEs no Brasil, aponta Serasa Experian

30 de abril de 2026

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

O aumento dos custos operacionais tem impactado diretamente a rentabilidade das pequenas e médias empresas no Brasil. Levantamento da Serasa Experian mostra que 47% das PMEs enfrentaram alta pressão de custos nos últimos 12 meses, evidenciando um cenário desafiador para a sustentabilidade financeira. 

Quase metade das PMEs já registra queda nas margens 

A pressão de custos já se reflete diretamente na lucratividade dos negócios. Segundo o estudo: 

  • 49% das empresas tiveram redução de margem:  
  • 26% com queda significativa; 
  • 23% com impacto parcial. 
  • Apenas 14,7% conseguiram aumentar a margem, principalmente via reajuste de preços.  

Os dados indicam uma compressão de margens, em que o aumento das despesas não é acompanhado pela capacidade de repasse ao consumidor. 

Dificuldade de repasse é maior entre pequenos negócios 

A limitação para repassar custos está diretamente ligada ao perfil das empresas: 

  • 32% são MEIs; 
  • 19% microempresas; 
  • 12% empresas de pequeno porte.  

Esses grupos tendem a ter menor poder de negociação e maior sensibilidade a variações de preço, o que restringe ajustes comerciais. 

Além disso, a composição setorial reforça esse desafio: 

  • Comércio: 45% 
  • Serviços: 36%  
  • Indústria: 18% 

Setores mais sensíveis ao consumo tendem a enfrentar maior resistência na transferência de custos. 

Leia também: 

Pressão de custos é estrutural e distribuída no país 

O aumento das despesas não está concentrado em uma região específica, o que indica um cenário econômico mais amplo. 

Distribuição regional dos impactos: 

  • Sudeste: 34%  
  • Sul: 21%  
  • Centro-Oeste: 17%  
  • Nordeste: 16%  
  • Norte: 12%  

Esse padrão reforça que a pressão sobre custos é disseminada e não pontual. 

Principais fatores que pressionam o caixa das empresas 

Os dados mostram que tanto custos fixos quanto variáveis estão avançando simultaneamente: 

  • Insumos e matéria-prima: 37%  
  • Folha de pagamento: 36%  
  • Tributos: 32%  
  • Aluguel: 29%  

A combinação desses fatores reduz a margem de manobra financeira das empresas. 

Como mitigar riscos financeiros em um cenário de custos elevados 

Além de ajustes operacionais, instrumentos de proteção financeira passam a ter papel mais relevante para PMEs. Entre as principais estratégias: 

  • Seguro de crédito: protege contra inadimplência em vendas a prazo, garantindo previsibilidade de caixa. 
  • Gestão ativa de recebíveis: reduz exposição a atrasos e melhora liquidez. 
  • Revisão de contratos e prazos: alinha entradas e saídas financeiras.  
  • Diversificação de receitas: diminui dependência de poucos clientes ou mercados. 

Na prática, empresas que fortalecem a previsibilidade de receitas conseguem compensar parte da pressão de custos – um fator crítico em momentos de margem comprimida. 

Contar com uma abordagem especializada em gestão de riscos e soluções financeiras pode ser um diferencial importante para transformar pressão em estratégia e garantir maior previsibilidade ao negócio. Saiba como fazemos. 

 

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