Dispositivos Wearables: como implementá-los na gestão de saúde empresarial?

19 de fevereiro de 2025

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

O uso de dispositivos wearables tem se tornado cada vez mais popular. Em português, o termo significa “vestíveis”, e geralmente se referem a pulseiras, relógios, anéis ou outros tipos de acessórios. A diferença está na tecnologia.

Os dispositivos wearables são capazes de medir marcadores essenciais do organismo, como pressão arterial, oxigenação sanguínea, ritmo respiratório, qualidade do sono e outros indicadores. Esses dados são usados, principalmente, para acompanhar e gerenciar a saúde individual.

Monitoramento da saúde dos colaboradores

A lógica por trás da utilização desses dispositivos na gestão de saúde empresarial é simples: ao disponibilizar indicadores fisiológicos obtidos por meio dos wearables para avaliação clínica, é possível obter alguns ganhos:

  • incentivar maior adesão a hábitos preventivos;
  • sugerir mudanças na rotina pessoal ou de trabalho que podem afetar a saúde;
  • alertar sobre a necessidade de acompanhamento médico;
  • colaborar na administração de medicamentos.

Em geral, o olhar preditivo proporcionado pela análise de dados desses equipamentos permite prever problemas de saúde antes que eles aconteçam. Os gestores também conseguem acompanhar de perto o engajamento dos colaboradores em programas de bem-estar, ajustando estratégias sempre que necessário.

“É importante que a oferta desses dispositivos esteja relacionada a programas de crônicos e de cuidados dessa população, facilitando o acompanhamento remoto pelos profissionais de saúde e acessos quando preciso para orientações”.

Wallace de Souza

Coordenador de Promoção de Saúde, Acrisure

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Plano de ação para implementar dispositivos wearables na empresa

Os wearables possibilitam um monitoramento remoto eficiente. Isso é particularmente útil para funcionários em regime híbrido ou remoto, garantindo que a empresa continue zelando pela saúde dos colaboradores mesmo à distância.

Esses dispositivos também mostram um bom potencial para uso em larga escala, pois interagem diretamente com o paciente e o conectam virtualmente aos profissionais de saúde. 

Contudo, sua implementação depende de alguns passos:

Definição de objetivos
  • Estabelecer metas claras, como reduzir afastamentos, aumentar o engajamento em programas de bem-estar e monitorar indicadores de saúde dos colaboradores.
  • Identificar quais métricas serão acompanhadas (frequência cardíaca, níveis de estresse, qualidade do sono, atividade física, entre outras).
Escolha dos dispositivos
  • Selecionar os wearables mais adequados às necessidades da empresa, como relógios inteligentes, pulseiras fitness ou sensores de sinais vitais.
  • Garantir que os dispositivos sejam compatíveis com a plataforma de gestão de saúde da empresa.
Fase de teste
  • Implementar um programa piloto com um grupo específico de colaboradores para avaliar a usabilidade e eficácia dos wearables.
  • Coletar feedback para ajustes antes da implementação em larga escala.
Aplicação e treinamento
  • Disponibilizar os dispositivos para os colaboradores e fornecer treinamento sobre a utilização.
  • Criar campanhas de engajamento para incentivar a adesão.
Ajustes e expansão
  • Analisar os resultados obtidos e ajustar estratégias conforme necessário.
  • Expandir o programa para toda a empresa, se os resultados forem positivos.

Manter uma comunicação clara e contínua é essencial para garantir o engajamento dos funcionários no uso dos wearables. A elaboração de relatórios periódicos ajuda a demonstrar os impactos positivos desses dispositivos, reforçando os benefícios para a saúde e bem-estar da equipe. 

Além disso, a criação de desafios e incentivos baseados nos dados coletados estimula a participação ativa, tornando o acompanhamento da saúde uma experiência mais envolvente e motivadora.

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