Equilíbrio entre vida pessoal e trabalho supera salário na retenção, aponta Workmonitor

26 de março de 2026

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

O equilíbrio entre vida pessoal e trabalho deixou de ser um diferencial e passou a influenciar diretamente a permanência dos profissionais nas empresas. É o que mostra o Workmonitor 2026, da Randstad. 

Segundo o estudo: 

  • 81% dos profissionais ainda apontam o salário como principal fator de atração; 
  • 46% dizem que o equilíbrio é o principal motivo para permanecer; 
  • apenas 23% permanecem por causa da remuneração.  

Na prática, o dado revela que o salário continua abrindo portas, mas não sustenta a retenção. 

A redefinição de sucesso no trabalho 

Com base em mais de 27 mil entrevistas em 35 países, o relatório indica uma revisão de prioridades impulsionada por fatores como incerteza econômica, avanço da tecnologia e mudanças nas relações de trabalho. 

Entre os principais movimentos: 

  • busca por maior controle sobre o tempo; 
  • valorização de flexibilidade e autonomia; 
  • prioridade ao bem-estar e à sustentabilidade da rotina.  

O conceito de sucesso, antes centrado em remuneração e progressão, passa a incorporar qualidade de vida de forma mais estruturante.  

Equilíbrio vira critério de decisão 

Mais do que valorizado, o equilíbrio já orienta escolhas concretas. O estudo mostra que: 

  • cerca de 40% dos profissionais evitam vagas sem flexibilidade; 
  • muitos já deixaram empregos por falta de equilíbrio; 
  • há disposição para trocar salário por melhores condições de trabalho. 

Isso indica que benefícios intangíveis deixaram de ser complementares e passaram a impactar diretamente a retenção. 

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O que muda para as empresas 

Esse cenário exige uma revisão das estratégias tradicionais de atração e retenção, historicamente centradas em remuneração. 

Os principais pontos de ajuste incluem: 

  • Modelos de trabalho – maior flexibilidade de horário e local.  
  • Gestão – foco em confiança e autonomia.  
  • Cultura – práticas consistentes, além do discurso.  
  • Liderança – papel ativo no suporte e bem-estar das equipes.  

O estudo reforça esse último ponto: 60% dos profissionais buscam apoio direto de seus gestores em momentos de incerteza. 

Um novo contrato de trabalho 

O equilíbrio entre vida pessoal e profissional deixa de ser um benefício competitivo e passa a ser um requisito básico. 

Organizações que conseguem traduzir essa demanda em práticas concretas tendem não só a reter talentos, mas a construir ambientes mais produtivos e resilientes no longo prazo. 

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