A ascensão da Geração Z e o novo equilíbrio geracional nas empresas

18 de dezembro de 2025

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

A Geração Z (1995-2010) deixou de ser uma promessa futura e passou a ocupar uma posição central no mercado de trabalho brasileiro. Às portas de 2026, os dados indicam que essa transição geracional já está em curso avançado e exige uma leitura mais estratégica por parte das lideranças. 

Segundo relatório da Gupy, a participação da Geração Z nas contratações saltou de 20,2% em 2018 para 44,2% em 2024, aproximando-se rapidamente da marca de metade da força de trabalho ativa. Esse movimento sinaliza uma transformação estrutural na dinâmica das organizações. 

Mudança estrutural no perfil da força de trabalho 

O crescimento acelerado da Geração Z não representa apenas renovação etária, mas uma mudança profunda na forma como o trabalho é percebido, organizado e gerido 

Em 2024, o volume de profissionais contratados dessa geração já se aproxima do total de Millennials (1981-1994), marcando um ponto de inflexão no mercado. 

À medida que avançamos para 2026, a tendência é clara: a Geração Z assume protagonismo operacional, enquanto Millennials ocupam posições mais consolidadas de liderança, redefinindo o equilíbrio geracional dentro das empresas. 

Não é mais sobre entrada, é sobre influência 

Ao contrário da percepção ainda comum, a Geração Z não está apenas ingressando no mercado. Ela ocupa funções relevantes, influencia decisões organizacionais e impacta diretamente a cultura interna. 

Formados em um ambiente de alta conectividade e rápidas transformações sociais, esses profissionais trazem expectativas claras em relação a flexibilidade, transparência e propósito. Essa postura não é resistência ao trabalho, mas uma busca por coerência entre desempenho e bem-estar. 

Saúde ocupacional e benefícios como ativos estratégicos 

Nesse contexto, temas como saúde emocional, bem-estar e benefícios flexíveis deixam de ser acessórios e passam a ocupar posição central na estratégia de gestão de pessoas.  

A Geração Z apresenta menor tolerância a ambientes rígidos, jornadas inflexíveis e lideranças excessivamente hierárquicas, fatores historicamente associados a estresse, adoecimento e alta rotatividade. 

Para as empresas, isso exige uma abordagem mais prática: transformar políticas de saúde e benefícios em instrumentos concretos de engajamento, produtividade e sustentabilidade do negócio. 

Leia também

Impactos diretos para lideranças e modelos de gestão 

A ascensão da Geração Z desafia modelos tradicionais de gestão. Estruturas baseadas apenas em controle e hierarquia tendem a perder efetividade diante de uma geração que valoriza diálogo, autonomia e lideranças com papel facilitador. 

Empresas que não revisarem suas práticas de gestão, políticas de benefícios e estratégias de atração e retenção correm o risco de enfrentar perda de competitividade, dificuldade de engajamento e aumento de rotatividade já no curto e médio prazo. 

Um novo equilíbrio geracional em construção 

O cenário que se desenha para 2026 é de convivência entre diferentes gerações, com expectativas distintas e complementares.  

Esse rearranjo reforça a necessidade de políticas que promovam troca de conhecimento, inclusão geracional e alinhamento entre performance, saúde ocupacional e estratégia corporativa. 

O desafio não é apenas contratar jovens talentos, mas criar ambientes que sustentem desempenho, confiança e engajamento ao longo do tempo 

ARTIGOS RELACIONADOS
Emojis na comunicação corporativa coloca o Brasil na liderança da expressividade digital

Emojis na comunicação corporativa coloca o Brasil na liderança da expressividade digital

O Brasil é o país mais expressivo emocionalmente em plataformas corporativas, segundo estudo do Bitrix24. Curtidas, sorrisos e emojis não são apenas diversão: eles vêm mudando a forma como equipes se comunicam, fortalecem conexões e ajudam a transmitir empatia no dia a dia das empresas. 

O levantamento mostra que 72% dos profissionais se sentem mais reconhecidos em ambientes que estimulam o uso de emojis, GIFs e reações – um indicativo de que a comunicação corporativa está se tornando mais emocional, multimodal e alinhada aos hábitos digitais da força de trabalho. 

Além do salário: o que pesará mais do que o contracheque em 2026

Além do salário: o que pesará mais do que o contracheque em 2026

O Guia Salarial 2026 da Michael Page aponta que o salário deixou de ser o principal fator de decisão na vida profissional. O que define permanência ou mudança de emprego é o chamado “salário emocional”: um conjunto de fatores intangíveis que proporcionam bem-estar, reconhecimento e propósito. 

INSCREVA-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER SEMANAL

    AO INFORMAR MEUS DADOS, EU CONCORDO COM A POLÍTICA DE PRIVACIDADE E COM OS TERMOS DE USO

    PROMETEMOS NÃO UTILIZAR SUAS INFORMAÇÕES DE CONTATO PARA ENVIAR QUALQUER TIPO DE SPAM

    VOLTAR PARA A HOME