Lei do Combustível do Futuro: governo define regras para biodiesel, etanol e SAF

04 de março de 2026

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

As primeiras resoluções que regulamentam a Lei do Combustível do Futuro foram aprovadas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marcando o início da fase operacional da política. 

Com isso, a legislação deixa o campo das diretrizes gerais e passa a estabelecer regras concretas para mistura obrigatória, certificação e metas de descarbonização. 

A medida impacta diretamente os setores de combustíveis, biocombustíveis, aviação e gás renovável. 

O que é a Lei do Combustível do Futuro 

lei cria um conjunto de instrumentos para ampliar o uso de combustíveis renováveis e reduzir as emissões de gases de efeito estufa na matriz energética brasileira. 

Entre os principais pilares estão: 

  • Aumento gradual da mistura de biodiesel no diesel 
  • Elevação da mistura obrigatória de etanol na gasolina 
  • Criação de metas para o combustível sustentável de aviação (SAF) 
  • Incentivo à produção e uso de biometano 

A proposta é consolidar o Brasil como protagonista global na transição energética, aproveitando sua liderança histórica em etanol e biodiesel. 

O que foi aprovado nas resoluções 

As resoluções do CNPE detalham como as metas previstas em lei serão aplicadas na prática. 

Biodiesel: novo cronograma de mistura 

Foi confirmado o cronograma de aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel fóssil, com elevação gradual do percentual nos próximos anos. 

O objetivo é dar previsibilidade ao setor produtivo e estimular investimentos na ampliação da capacidade instalada das usinas. 

Etanol na gasolina 

As resoluções também estabelecem parâmetros técnicos e operacionais para eventual aumento do percentual de etanol anidro na gasolina, condicionando a mudança a testes de desempenho e segurança veicular. 

O tema é considerado estratégico por reduzir emissões e diminuir a dependência de gasolina pura. 

Combustível Sustentável de Aviação (SAF) 

Um dos pontos centrais é a regulamentação inicial do SAF, com definição de: 

  • Diretrizes para certificação 
  • Critérios de sustentabilidade 
  • Metodologia para comprovação de redução de emissões 

O setor aéreo passa a ter um marco regulatório mais claro para estruturar contratos e investimentos de longo prazo. 

Biometano 

As resoluções estabelecem bases para integração do biometano à matriz energética, com diretrizes para comercialização e uso em substituição ao gás natural fóssil. 

O segmento é visto como uma das principais frentes de crescimento nos próximos anos. 

Leia também 

Segurança jurídica e previsibilidade regulatória 

Ao definir critérios técnicos e cronogramas, o governo reduz incertezas regulatórias. 

Para investidores e produtores, isso significa: 

  • Maior previsibilidade de demanda 
  • Sinalização clara de mercado 
  • Ambiente mais seguro para expansão de plantas industriais 

O avanço também dialoga com compromissos climáticos assumidos pelo Brasil em fóruns internacionais. O movimento reforça o posicionamento estratégico do país na agenda climática e pode atrair novos investimentos para a indústria de energia limpa. 

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