Lei 15.269: por que reforma do setor elétrico coloca a gestão de riscos no centro da estratégia

11 de fevereiro de 2026

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

Lei 15.269/2025 representa uma mudança estrutural no setor elétrico brasileiro. Ao ampliar a abertura do mercado, revisar a distribuição de custos e estimular novos investimentos, a legislação acelera a transição de um modelo mais regulado para um ambiente mais competitivo e orientado ao mercado. 

Para empresas, investidores e grandes consumidores de energia, essa mudança tem consequências diretas: mais autonomia nas decisões e maior responsabilidade sobre os riscos assumidos. 

Por que a lei é considerada uma reforma do setor 

A legislação altera pilares do funcionamento do sistema elétrico. Não se trata de um ajuste pontual, mas de uma atualização do modelo que define: 

  • quem pode comprar energia e de quem comprar 
  • como os custos do sistema são distribuídos 
  • como novos investimentos são incentivados 
  • como o setor se prepara para a transição energética 

Na prática, a lei acelera a migração de riscos que antes estavam diluídos no ambiente regulado para o nível corporativo. 

O que muda na prática com a Lei 15.269/2025 

Abertura do mercado livre de energia 

A ampliação gradual do acesso ao mercado livre permite que mais empresas escolham seus fornecedores e negociem contratos diretamente. 

Esse movimento aumenta a flexibilidade e a competitividade, mas traz novas exposições: 

  • volatilidade de preços de energia; 
  • maior complexidade contratual. 

A decisão sobre como contratar energia passa a ter impacto direto nos resultados financeiros. 

Nova lógica de distribuição de encargos e subsídios 

A revisão da alocação de custos altera a previsibilidade das despesas com energia, um ponto crítico para planejamento financeiro e investimentos de longo prazo. 

Empresas intensivas em energia passam a conviver com maior necessidade de: 

  • projeções de cenários; 
  • revisão contínua de contratos; 
  • estratégias de proteção financeira.

Ambiente mais favorável a investimentos 

A modernização regulatória busca aumentar a previsibilidade e estimular novos projetos de geração, transmissão e inovação tecnológica. 

Com mais investimentos, cresce a exposição a riscos relacionados a: 

  • responsabilidades operacionais; 
  • proteção de ativos estratégicos.

Transição energética e riscos emergentes 

A lei também reforça a integração de fontes renováveis, geração distribuída, armazenamento e digitalização. 

Essas mudanças ampliam oportunidades, mas introduzem riscos menos históricos: 

  • incertezas de performance de novas tecnologias; 
  • riscos cibernéticos e de integração digital; 
  • maior exposição a eventos climáticos extremos. 

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O novo papel da gestão de riscos 

A reforma muda a forma como o setor gera valor e como pode perder valor. Receitas, custos e investimentos tornam-se mais sensíveis a variáveis externas, exigindo decisões cada vez mais baseadas em dados, cenários e governança. 

Nesse contexto, a gestão de riscos passa a contribuir diretamente para: 

  • previsibilidade financeira; 
  • viabilidade de investimentos e financiamentos; 
  • continuidade operacional; 
  • fortalecimento da governança corporativa. 

Programas estruturados de mitigação e seguros tornam-se parte do desenho estratégico das organizações. 

Um setor mais aberto, competitivo e exigente 

A Lei 15.269/2025 inaugura um ambiente com mais liberdade de escolha e maior dinamismo. Ao mesmo tempo, aumenta a complexidade das decisões e a responsabilidade das empresas sobre sua própria exposição. 

Integrar estratégia, finanças e gestão de riscos passa a ser condição para crescimento sustentável em um setor essencial para o desenvolvimento do país. 

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