Nova lei derruba rol taxativo dos planos de saúde

22 de setembro de 2022

Tempo estimado de leitura: < 1 minuto

O governo federal sancionou nesta quarta-feira (21/09) a lei que obriga os planos de saúde a cobrirem procedimentos fora do rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Sendo assim, a medida derruba o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que havia decidido, em junho, que a lista da ANS era “taxativa” – ou seja, os planos só precisariam cobrir aquilo que estivesse estipulado no rol. 

Como era antes da decisão do STJ?

A lista da ANS era considerada exemplificativa pela maior parte do Judiciário. Isso significa que pacientes que tivessem procedimentos, exames, cirurgias e medicamentos que não constassem na lista poderiam recorrer à Justiça e conseguir essa cobertura. Isso porque o rol era considerado o mínimo que os convênios deveriam oferecer.

Os planos, assim, podiam cobrir outros tratamentos que não constassem no rol, mas que tivessem sido prescritos pelo médico do paciente.

Como ficam os planos de saúde com a sanção da nova lei?

Na prática, a nova lei amplia a cobertura dos planos de saúde em relação a exames, medicamentos, tratamentos e hospitais. 

Com esta decisão, as operadoras dos convênios médicos podem ser obrigadas a autorizar tratamentos ou procedimentos que estejam fora do rol da agência.

Para isso, no entanto, o tratamento ou medicação devem atender a um dos seguintes critérios:

  • ter eficácia comprovada;
  • ter autorização da Anvisa;
  • ter recomendação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no SUS); ou
  • ter recomendação de pelo menos um órgão de avaliação de tecnologias em saúde que tenha renome internacional e que tenha aprovado o tratamento para seus cidadãos.
ARTIGOS RELACIONADOS
ANS amplia cobertura obrigatória de tratamentos na saúde suplementar

ANS amplia cobertura obrigatória de tratamentos na saúde suplementar

A digitalização e a automação de tarefas não são tendências futuras: elas já transformam hoje a organização, performance e riscos no trabalho. O foco para líderes não é a tecnologia isoladamente, mas seus efeitos sobre pessoas, saúde e resultados do negócio. 

O que os dados da ANS no 3º tri de 2025 revelam para os custos de saúde das empresas 

O que os dados da ANS no 3º tri de 2025 revelam para os custos de saúde das empresas 

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou os dados econômico-financeiros do setor referentes ao 3º trimestre de 2025.  

Os números indicam melhora consistente nos resultados das operadoras, com crescimento de receitas, lucro líquido em patamar recorde e redução da sinistralidade – sinais relevantes para empresas que buscam previsibilidade, sustentabilidade e melhor governança dos custos em saúde. 

Aumento do uso de medicamentos e o avanço dos afastamentos revelam um risco estrutural

Aumento do uso de medicamentos e o avanço dos afastamentos revelam um risco estrutural

Entre 2024 e 2025, o consumo mais que dobrou. Entre líderes, o índice saltou de 18% para 52%. Entre os demais profissionais, o crescimento foi de 21% para 59%. Esses dados indicam que o uso de ansiolíticos e antidepressivos deixou de ser pontual e passou a funcionar, em muitos casos, como um mecanismo individual de sustentação da performance em contextos de pressão contínua. 

INSCREVA-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER SEMANAL

    AO INFORMAR MEUS DADOS, EU CONCORDO COM A POLÍTICA DE PRIVACIDADE E COM OS TERMOS DE USO

    PROMETEMOS NÃO UTILIZAR SUAS INFORMAÇÕES DE CONTATO PARA ENVIAR QUALQUER TIPO DE SPAM

    VOLTAR PARA A HOME