Projeto de lei incentiva energia gerada pelo mar no Brasil

01 de abril de 2026

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que cria o Programa Nacional de Incentivo à Energia Oceânica (PNIEA), iniciativa que pretende estimular o desenvolvimento de tecnologias voltadas à geração de energia a partir do mar. A proposta integra o Projeto de Lei 1001/2025 e segue para tramitação no Congresso Nacional. 

O objetivo central é fomentar a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e a implementação de infraestrutura voltada ao aproveitamento de fontes como ondas, marés e correntes marítimas, consideradas uma das novas fronteiras da transição energética no país. 

Brasil tem potencial estratégico para energia do mar 

Com mais de 7.400 quilômetros de litoral, o Brasil apresenta condições naturais favoráveis para a exploração da chamada “energia azul”. Apesar desse potencial, especialistas e parlamentares apontam a ausência de um marco regulatório consolidado como um dos principais entraves para o avanço do setor.  

A proposta busca justamente preencher essa lacuna, criando diretrizes e incentivos para atrair investimentos e viabilizar projetos em larga escala. 

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Incentivos fiscais e financiamento estão entre as medidas 

O texto aprovado prevê uma série de estímulos para instituições e empresas que atuem na área, incluindo: 

  • isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para equipamentos; 
  • redução de até 50% do Imposto de Importação para tecnologias sem similar nacional; 
  • créditos fiscais sobre lucro (IR e CSLL); 
  • linhas de financiamento por meio do BNDES. 

Além disso, o programa poderá utilizar recursos de fundos públicos voltados ao clima e à inovação, como o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).  

Integração com políticas energéticas e ambientais 

O PNIEA deverá ser coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, em parceria com órgãos como a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), além de prever colaboração com universidades e centros de pesquisa. 

Outro ponto relevante é a previsão de parcerias público-privadas para o desenvolvimento de projetos e a criação de centros especializados em energia oceânica. 

Segurança jurídica e licenciamento ambiental 

Uma das mudanças incluídas no texto substitutivo foi a decisão de manter o licenciamento ambiental sob as regras já existentes, evitando sobreposição de normas e reduzindo a insegurança jurídica para investidores. 

A medida é vista como estratégica para aumentar a previsibilidade e estimular a entrada de capital no setor, considerado ainda emergente no Brasil.  

Próximos passos para virar lei 

Apesar da aprovação na Comissão de Minas e Energia, o projeto ainda precisa passar por outras etapas antes de entrar em vigor. A proposta será analisada pelas comissões de Meio Ambiente, Finanças e Constituição e Justiça. 

Caso seja aprovada em todas as etapas, seguirá para votação no Senado. Somente após esse processo o programa poderá ser oficialmente implementado. 

 

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