No momento de um sinistro, o foco do segurado é claro: agilidade, previsibilidade e uma indenização justa. Ainda assim, dois fatores seguem entre as principais causas de atrasos e divergências no processo de regulação: comprovação de pré-existência e aplicação de depreciação.
Na Acrisure, atuamos para que esses pontos sejam tratados antes do problema acontecer, reduzindo fricções e acelerando decisões no momento mais crítico. A seguir, explicamos como esses temas impactam o sinistro e quais práticas ajudam a evitá-los.
Pré-existência: a base para uma regulação eficiente
A comprovação de pré-existência é essencial para validar que o bem segurado existia, pertencia ao segurado e estava no local coberto antes do evento. Além disso, é a partir dessas informações que se estabelece, quando aplicável, o cálculo correto da depreciação.
Documentos que comprovam pré-existência:
- Notas fiscais de compra;
- Registros de entrada do ativo na empresa (quando não houver NF);
- Inventários patrimoniais ou controles internos de bens.
Esses documentos permitem que a seguradora:
- confirme a existência do bem antes do sinistro;
- aplique corretamente critérios de depreciação;
- valide sinistros de roubo, furto ou danos materiais com maior agilidade.
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Depreciação: impacto direto no valor da indenização
A depreciação reflete o desgaste natural dos bens ao longo do tempo e influencia diretamente o valor indenizável em determinadas coberturas. Seu cálculo considera fatores como:
- idade do bem;
- intensidade de uso;
- histórico de manutenção;
- valor de mercado no momento do sinistro.
Quanto mais estruturada e completa for a documentação apresentada, mais preciso e transparente será o cálculo, reduzindo questionamentos e retrabalhos.
Boas práticas para evitar divergências no sinistro
Uma gestão preventiva faz diferença. Recomendamos:
- manter notas fiscais e comprovantes organizados;
- registrar manutenções, inspeções e revisões periódicas;
- comunicar alterações, reparos ou substituições nos bens segurados;
- revisar periodicamente as informações da apólice.
Essas ações fortalecem a governança do seguro e reduzem riscos operacionais no momento do sinistro.
Como agilizar o processo e evitar atrasos na indenização
A eficiência na condução de um sinistro está diretamente relacionada à organização das informações e à clareza do fluxo desde o primeiro contato. O envio completo da documentação logo no início evita interrupções na análise e reduz a necessidade de solicitações adicionais.
Da mesma forma, a comunicação contínua ao longo da regulação e o cumprimento da sequência técnica de orientações contribuem para decisões mais rápidas e consistentes. A atualização imediata de qualquer nova informação ou documento é essencial para manter o processo ativo e alinhado aos critérios de avaliação.
Uma atuação estruturada, com acompanhamento de ponta a ponta — do aviso à liquidação — favorece previsibilidade, reduz retrabalho e minimiza impactos operacionais e financeiros.
“Quando a documentação está em ordem e as condições do seguro são apresentadas de forma clara e de fácil entendimento, a regulação do sinistro se torna muito mais dinâmica. Dessa forma, questões como pré-existência e depreciação deixam de ser barreiras e passam a ser tratadas com objetividade e rapidez.”, afirma Katia Evangelista, gerente de sinistros na Acrisure.


