Pré-pago ou Pós-pago: Analisando as Vantagens dos Planos de Saúde Corporativos

03 de julho de 2024

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Uma alternativa que vem atraindo cada vez mais o interesse de grandes e médias empresas é a opção de pós-pagamento dos planos de saúde. Nessa modalidade, os índices de redução de custos no primeiro ano podem atingir até 30%.

Isso ocorre devido ao chamado “run-in”, que é o período entre a utilização do plano e o pagamento dos sinistros. Nos primeiros 3 meses, normalmente não há o pagamento de 100% da utilização do plano. Além disso, os planos de pós-pagamento não estão sujeitos a reajustes baseados na sinistralidade e na variação de custo médico-hospitalar (VCMH), diferentemente dos planos de pré-pagamento.

No entanto, existem alguns requisitos para que a empresa se adeque ao perfil de pós-pagamento:

  • A empresa assume o risco dos sinistros;
  • As regras do benefício devem estar claras;
  • É necessário ter um comitê de decisão para casos excepcionais;
  • Estar preparado para reportar à matriz em caso de grandes oscilações de custos;
  • Ter ciência de que a operadora atua apenas como intermediária, cabendo à empresa ou a terceiros contratados, definir e implantar ações de controle e redução de custos;
  • A empresa deve subsidiar eventuais programas de controle, como auditorias e programas de prevenção;
  • Formar as reservas financeiras necessárias;
  • Estar disposta a atuar com um sistema de fluxo de caixa.

Pré-pagamento e Pós-pagamento: Vantagens e Desvantagens

A maioria dos planos de saúde corporativos atualmente adota o modelo de pré-pagamento. Nessa modalidade, a empresa paga um valor previamente calculado à operadora por cada beneficiário, referente aos serviços cobertos no contrato.

Esse valor pode ser reajustado após 12 meses, de acordo com um índice financeiro estipulado, geralmente o VCMH (Variação de Custos Médicos Hospitalares). Além disso, o valor pode ser ajustado quando há um aumento da sinistralidade, onde o resultado do contrato supera o ponto de equilíbrio determinado, na maioria dos casos 70%.

Por outro lado, nos contratos de pós-pagamento, as empresas pagam os serviços utilizados pelos beneficiários, acrescidos de uma taxa administrativa. Essa estrutura possibilita a redução dos custos assistenciais, pois o custo do plano é calculado de forma diferente, diminuindo a despesa administrativa da operadora.

Nos contratos pós-pagos, a despesa administrativa gira em torno de 10% dos custos totais, enquanto nos contratos de pré-pagamento, a margem está relacionada ao limite técnico da sinistralidade, podendo chegar a 20% quando o limite é de 80% ou até 30% quando o limite é de 70%, que é o mais comum.

Outra vantagem dos planos de pós-pagamento é a possibilidade de incluir coberturas extras do Rol da ANS, além de customizar a rede de atendimento e as condições de reembolso.

É melhor um plano de saúde pré-pago ou pós-pago?

A escolha entre um plano de saúde pré-pago ou pós-pago depende do perfil de cada empresa. Antes de tomar uma decisão, a organização deve estudar cuidadosamente se é viável migrar de modalidade, pois é necessária certa maturidade para absorver os riscos, principalmente devido às oscilações dos custos dos serviços de saúde e à imprevisibilidade dos gastos nos contratos de pós-pagamento.

Fatores como o número de beneficiários, o histórico de uso do plano, a quantidade de casos crônicos, entre outros aspectos relacionados à Gestão de Saúde são decisivos para determinar se o plano pós-pago é a melhor opção para reduzir custos.

A orientação é sempre avaliar o histórico de utilização da empresa, analisar a regra do produto, as coberturas, o custo atual e realizar um comparativo entre as modalidades de contrato. Dessa forma, é possível identificar os pontos positivos e negativos de cada modalidade e ter a visão financeira sobre a melhor opção para cada cliente.

Foto corporativa do Cesar Baldan

› Artigo escrito por

César Baldan
Diretor de Placement na Acrisure

ARTIGOS RELACIONADOS
Mudanças no PAT abrem espaço para rever políticas de benefícios

Mudanças no PAT abrem espaço para rever políticas de benefícios

A digitalização e a automação de tarefas não são tendências futuras: elas já transformam hoje a organização, performance e riscos no trabalho. O foco para líderes não é a tecnologia isoladamente, mas seus efeitos sobre pessoas, saúde e resultados do negócio. 

Open Insurance e Previdência Privada: o que muda para a gestão de benefícios corporativos

Open Insurance e Previdência Privada: o que muda para a gestão de benefícios corporativos

A evolução do Open Insurance representa um avanço estrutural para a Previdência Privada e traz implicações diretas para lideranças de RH e benefícios. Ao ampliar a transparência, padronizar informações e facilitar a portabilidade, o modelo fortalece a governança dos planos e eleva o nível de decisão sobre um dos benefícios mais estratégicos da jornada do colaborador. 

INSCREVA-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER SEMANAL

    AO INFORMAR MEUS DADOS, EU CONCORDO COM A POLÍTICA DE PRIVACIDADE E COM OS TERMOS DE USO

    PROMETEMOS NÃO UTILIZAR SUAS INFORMAÇÕES DE CONTATO PARA ENVIAR QUALQUER TIPO DE SPAM

    VOLTAR PARA A HOME