Quatro etapas fundamentais da Gestão de Afastados

12 de abril de 2022

Tempo estimado de leitura: 2 minutos

O afastamento de funcionários ao INSS ainda é um desafio a ser encarado pelas empresas. As pessoas nessas circunstâncias se encontram naturalmente vulneráveis e precisam, portanto, de tutela adequada.

Cuidar de um funcionário afastado significa reconhecer o momento complicado de uma incapacidade temporária, com um olhar voltado para a efetividade do tratamento, rápida recuperação e resgaste do desempenho no trabalho.

A partir deste prisma, é possível atuar em algumas frentes para consolidar a relação empresa-empregado, repercutindo em custos com a Previdência, impostos relacionados (por exemplo, o FAP), possíveis ações trabalhistas e gastos com plano de saúde.

Boas práticas ligadas à Gestão de Afastados

1. Conheça as decisões da Previdência

A empresa precisa, primeiro, conhecer quais são as decisões da Previdência em relação aos seus funcionários afastados. Foi concedido benefício ou não foi concedido benefício? Para ter essa informação, é possível efetuar uma verificação diária de todos os afastamentos.

O objetivo é comparar esses dados homologados e publicados pela Previdência, ao passo que é realizado o monitoramento dos casos que estão em conformidade com a folha de pagamentos.

2. Faça o controle interno dos afastamentos

A partir do momento que há informações das decisões da Previdência, a empresa também deve saber como anda o seu controle interno. Quais são os afastados que estão na folha de pagamentos? Eles são os mesmos que estão na relação obtida diariamente?

Nossa experiência na B2P mostra que, geralmente, há inconsistências tanto na base da Previdência, quanto na base da empresa. Por isso, é necessário conhecer esses casos excedentes para saber o porquê de eles existirem. Daí, na grande maioria, vai surgir um grupo pertencente ao chamado Limbo Previdenciário Trabalhista. E será preciso atuar para sanar ou evitar esse limbo.

3. Analise os atestados médicos

Os atestados médicos são documentos riquíssimos para as empresas e podem sinalizar possíveis adoecimentos de maior duração.

Ao monitorar e analisar esses documentos de perto – desde os pequenos afastamentos, como horas, até aqueles de alguns dias – o RH conhecerá a sua população com o volume maior de apresentação de atestados e, também, se há doenças relacionadas aos processos organizacionais que podem gerar um benefício do INSS provocado por adoecimento no trabalho.

Com base nessas informações, a empresa deve estruturar estrategicamente iniciativas para corrigir o que pode ser prevenido e dar suporte ao funcionário absenteísta, quer seja na adequada utilização dos recursos médicos, quer seja na relação do segurado com o INSS, quando for o caso.

4. Gerencie o Fator Acidentário de Prevenção (FAP)

Com toda essa base de dados e informações, agora, a empresa pode olhar para o seu segmento econômico e se desafiar para uma competitividade maior em relação ao ranking do FAP, tendo em vista tanto manter uma população hígida e produtiva quanto recolher impostos reduzidos.

Como fazer isso? Estabelecendo metas e seguindo, mensalmente, a performance estimada para atingir seus objetivos. Neste momento em especial, as equipes de segurança e medicina do trabalho (SESMT) tornam-se o centro de resultados.

Em resumo, o gerenciamento de afastados é composto por uma série de ações que visam contribuir para a melhora da saúde organizacional, atuando na prevenção e cuidado com o bem-estar do colaborador. Cuidado este que impacta diretamente na diminuição dos múltiplos custos que as empresas têm com os afastamentos do trabalho.

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